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Google Search Console: o guia prático para acompanhar seu site no Google

O Search Console é a ferramenta gratuita que mostra como o Google enxerga o seu site. Veja como configurar, quais relatórios importam e a rotina semanal que recomendamos.

Dono de pequena empresa acompanhando no notebook o gráfico de desempenho do site no Google

O Google Search Console é uma ferramenta gratuita do Google que mostra como o seu site aparece na busca: para quais pesquisas ele foi exibido, quantas pessoas clicaram, quais páginas estão no índice e quais erros impedem outras de entrar. É a única fonte de dados que vem direto do Google sobre a Pesquisa, e por isso é a primeira coisa que configuramos quando assumimos um projeto de SEO.

Para começar, basta uma conta Google e acesso ao domínio. A configuração leva uns 15 minutos. Depois, uma rotina de 20 minutos por semana já é suficiente para perceber quedas, erros técnicos e oportunidades antes que virem prejuízo. Neste guia, mostramos como configurar, o que cada relatório quer dizer e como transformar os números em decisões.

Como configurar o Search Console

Ao entrar em search.google.com/search-console, o Google pede para você criar uma propriedade, que é o site (ou parte dele) que você quer acompanhar. Existem dois tipos, e a escolha muda o que você vai enxergar.

Tipo de propriedadeO que cobreComo verificarQuando usar
Domínio (ex.: suaempresa.com.br)Todo o domínio: com e sem www, http e https, todos os subdomínios e pastasSomente por registro DNSQuase sempre. É a visão completa do site
Prefixo de URL (ex.: https://www.suaempresa.com.br/)Só os endereços que começam exatamente com aquele prefixoArquivo HTML, tag HTML, Google Analytics, Google Tag Manager ou DNSQuando não há acesso ao DNS ou para acompanhar uma pasta específica, como /blog/

Nossa recomendação é criar a propriedade de domínio e, se fizer sentido, propriedades de prefixo extras para seções importantes. Assim nenhum dado fica de fora por causa de uma versão com ou sem www.

  1. Acesse o Search Console e escolha Domínio.
  2. Digite só o domínio, sem https:// e sem www.
  3. Copie o registro TXT que o Google mostrar.
  4. No painel onde o domínio está registrado ou hospedado (Registro.br, Cloudflare, provedor de hospedagem), crie um registro do tipo TXT com esse valor.
  5. Volte ao Search Console e clique em verificar. Se falhar, espere algumas horas: a propagação do DNS pode demorar.
  6. Depois de verificado, vá em Configurações, Usuários e permissões, e adicione quem precisa de acesso.

Sobre as permissões: o proprietário controla tudo, inclusive quem entra; o usuário com permissão total vê todos os dados e pode agir em vários relatórios; o usuário com permissão restrita só consulta. Agência e fornecedores normalmente recebem permissão total. Evite dar a propriedade a terceiros: se a parceria acabar, a empresa continua dona dos seus dados.

Relatório de desempenho: as quatro métricas

É o relatório mais usado. Ele mostra como o site se saiu na Pesquisa Google, com até 16 meses de histórico. São quatro números principais:

  • Cliques: quantas vezes alguém clicou em um resultado do seu site.
  • Impressões: quantas vezes um resultado do seu site apareceu para alguém, mesmo sem clique.
  • CTR (taxa de cliques): cliques divididos por impressões. Mostra se o seu resultado convence quem vê.
  • Posição média: a média da posição do seu resultado mais alto em cada exibição. Uma página que aparece em 3º para uma busca e em 15º para outra pode ter posição média 9.

Abaixo do gráfico, a tabela permite separar os dados por consultas (o que as pessoas digitaram), páginas, países, dispositivos, aspecto da pesquisa e datas. O filtro de tipo de pesquisa separa Web, Imagens, Vídeos e Notícias. As exibições nos recursos de IA da Pesquisa, como o Modo IA, entram nos totais do relatório.

Como transformar os números em ação

Imagine uma página de serviço com estes dados nos últimos três meses: 12.000 impressões, 180 cliques, CTR de 1,5% e posição média 8,4. Ela já aparece, mas no fim da primeira página, e quase ninguém clica. Duas ações costumam render mais aqui do que escrever um texto novo:

  1. Reescrever o título e a descrição para responder melhor à busca principal. Se o CTR subir para 3%, a mesma página passa a trazer 360 cliques no período, o dobro, sem mudar de posição.
  2. Reforçar o conteúdo e os links internos para essa página, mirando as consultas em que ela já aparece entre a 5ª e a 15ª posição.

Outra leitura útil: filtre por consultas que contêm o nome da sua marca e compare com as que não contêm. Se quase todo clique vem de quem já conhece a empresa, o SEO ainda não está trazendo cliente novo. Em parte das propriedades, o Search Console também já oferece um filtro automático de consultas de marca.

Recursos que ajudam na análise

  • Comparar períodos: compare semanas equivalentes (segunda a domingo com segunda a domingo) e, em negócios sazonais, o mesmo período do ano anterior.
  • Visões diária, semanal e mensal: a visão semanal ou mensal tira o ruído do fim de semana e deixa a tendência mais clara.
  • Anotações: é possível marcar no gráfico a data de uma mudança, como a troca de tema do site ou a publicação de uma nova seção. Meses depois, ninguém precisa lembrar de cabeça.

Indexação de páginas

O relatório de indexação de páginas mostra quantos endereços do site estão no índice do Google e, mais importante, quantos não estão e por quê. Os motivos aparecem agrupados, como “URL marcado como noindex”, “Não encontrado (404)”, “Página com redirecionamento” ou “Rastreada, mas ainda não indexada”.

Nem todo item da lista é problema. Uma página de carrinho com noindex ou um endereço antigo que redireciona para o novo estão fora do índice de propósito. O que merece atenção é:

  • Página importante (produto, serviço, artigo) que aparece como não indexada.
  • Crescimento repentino de erros 404 ou 5xx (erros de servidor).
  • Muitas páginas em “Detectada, mas não indexada no momento”, que pode indicar site lento ou páginas demais com pouco valor.

Quando corrigir um motivo, use o botão de validar a correção dentro dele. O Google volta a checar os endereços e informa o resultado, o que costuma levar até duas semanas.

Inspeção de URL

A barra no topo do Search Console aceita qualquer endereço do seu site e responde se ele está no Google. Você vê quando a página foi rastreada pela última vez, se ela foi encontrada pelo sitemap ou por links, qual robô fez o rastreamento (normalmente o de smartphone) e qual endereço o Google escolheu como canônico, ou seja, a versão principal daquela página.

Dois botões são úteis no dia a dia:

  • Testar URL publicado: busca a página em tempo real. Serve para confirmar se uma correção já está no ar e se o Google consegue acessar o conteúdo.
  • Solicitar indexação: pede ao Google que rastreie a página de novo. Há um limite diário de pedidos e nenhuma garantia de indexação. Use para páginas novas ou que mudaram muito, não para o site inteiro.

Um detalhe que muita gente perde: compare o “URL canônico declarado pelo usuário” com o “URL canônico selecionado pelo Google”. Se forem diferentes, o Google discordou da sua indicação, e vale entender o motivo antes que a página errada apareça na busca.

Sitemaps, Core Web Vitals e alertas de segurança

Sitemaps

O sitemap é o arquivo que lista as páginas que você quer no Google. No relatório de sitemaps, você informa o endereço dele (em WordPress, algo como /wp-sitemap.xml ou /sitemap_index.xml, conforme o plugin) e acompanha se foi processado e quantas páginas foram encontradas.

Core Web Vitals

O relatório de Core Web Vitals usa dados de visitas reais no Chrome e classifica grupos de páginas em Bom, Melhorias necessárias e Ruim, separados por celular e computador. As metas são LCP até 2,5 s, INP até 200 ms e CLS até 0,1, medidos no 75º percentil das visitas. Explicamos cada métrica no artigo sobre Core Web Vitals. Sites com pouco tráfego podem não ter dados suficientes para aparecer nesse relatório.

Ações manuais e problemas de segurança

Ação manual é uma penalidade aplicada por um revisor do Google quando o site viola as políticas contra spam, como links artificiais ou conteúdo copiado. Problemas de segurança avisam sobre invasão ou malware. O ideal é que os dois relatórios digam “nenhum problema detectado”. Se aparecer algo, corrija em todas as páginas afetadas e só então peça a revisão pelo próprio relatório.

A rotina semanal de 20 minutos

Não é preciso morar dentro do Search Console. Esta é a rotina que recomendamos:

  1. Desempenho, últimos 7 dias contra os 7 anteriores. Cliques caíram mais de 20%? Veja quais páginas e consultas explicam a queda.
  2. Páginas com mais impressões e CTR baixo. Anote duas ou três para revisar título e descrição.
  3. Indexação de páginas. O número de páginas indexadas está estável? Surgiu um motivo novo de exclusão?
  4. Inspeção das páginas publicadas na semana. Confirme que estão no Google ou peça a indexação.
  5. Ações manuais, segurança e e-mails do Search Console. Uma olhada rápida basta.
  6. Anotação. Registre no gráfico qualquer mudança feita no site.

Uma vez por mês, vale uma análise maior: compare o mês com o anterior e com o mesmo mês do ano passado, olhe o relatório de Core Web Vitals e revise as páginas que perderam mais cliques. Se o seu site ainda não passou por uma revisão completa, o nosso checklist de otimização de sites ajuda a enxergar o todo.

O Search Console não diz o que fazer. Ele mostra onde olhar. A decisão vem de cruzar esses dados com o que o seu cliente procura.

Perguntas frequentes

O Google Search Console é gratuito?

Sim. Não há plano pago. O que existe são limites de uso: cada conta pode ter até 1.000 propriedades, e algumas funções têm cota, como o número diário de pedidos de indexação.

O Search Console substitui o Google Analytics?

Não. O Search Console mostra o que acontece antes do clique, dentro da busca. O Google Analytics mostra o que a pessoa faz depois de entrar no site. Os números de visitas nunca batem exatamente, porque cada ferramenta conta de um jeito, e isso é normal.

Ter o site no Search Console melhora a posição no Google?

Não diretamente. A ferramenta não é fator de ranqueamento. Ela ajuda porque mostra erros e oportunidades que, corrigidos, melhoram o desempenho. Para entender o que de fato influencia, veja o nosso guia sobre o que é SEO.

Quanto tempo depois de configurar aparecem os dados?

O relatório de desempenho costuma mostrar dados já nos primeiros dias, e alguns relatórios dependem de o Google rastrear o site de novo. Sites novos, com pouca visita, podem levar semanas para ter volume que permita tirar conclusões.

Se você quer ajuda para configurar o Search Console, interpretar os dados e transformar o que eles mostram em um plano de trabalho, esse acompanhamento faz parte da nossa otimização SEO. E se preferir conversar antes, é só falar com a gente pelo contato.

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