Otimização de sites: o checklist completo de velocidade, SEO e conversão
Um site otimizado abre rápido, é entendido pelo Google e transforma visita em contato. Este é o checklist que usamos, dividido em velocidade, SEO e conversão.

Otimização de sites é o trabalho de ajustar um site para que ele abra rápido, seja encontrado e entendido pelo Google e convença o visitante a comprar, ligar ou mandar mensagem. São três frentes que dependem uma da outra: velocidade, SEO e conversão. Um site rápido que ninguém encontra não vende. Um site bem posicionado que demora a abrir no celular também não.
Abaixo está o checklist que usamos quando assumimos um site, dividido nesses três blocos, com as ferramentas gratuitas para medir cada item. Você não precisa resolver tudo de uma vez: no fim do artigo mostramos em que ordem atacar.
O que entra (e o que não entra) na otimização
Otimizar não é refazer o site. Na maioria dos casos a estrutura pode ficar, e o ganho vem de corrigir o que atrapalha: imagens pesadas, páginas que o Google não indexa, títulos genéricos, formulários longos, botão de contato escondido.
Também não é um trabalho de uma vez só. Cada plugin novo, banner de promoção ou script de rastreamento pode desfazer parte do que foi feito. Por isso o checklist serve tanto para a primeira auditoria quanto para revisões a cada trimestre.
Uma regra vale para os três blocos: meça antes e depois. Sem o número de partida, você não sabe se a mudança ajudou, atrapalhou ou não fez diferença.
As ferramentas para medir
Tudo o que está no checklist pode ser verificado com ferramentas gratuitas ou com versão gratuita:
| Ferramenta | O que mostra | Bloco |
|---|---|---|
| PageSpeed Insights | Desempenho da página no celular e no computador, com dados de usuários reais quando há tráfego suficiente | Velocidade |
| Google Search Console | Páginas indexadas, erros de rastreamento, buscas que trazem visitas e o relatório de Core Web Vitals | SEO e velocidade |
| Google Analytics 4 | De onde vêm as visitas, o que fazem no site e quantas viram contato ou venda | Conversão |
| Um rastreador de sites, como o Screaming Frog | Links quebrados, títulos duplicados, redirecionamentos e páginas sem descrição | SEO técnico |
| O seu próprio celular, no 4G | Como o site aparece e funciona para quem navega com uma mão só, fora do wi-fi do escritório | Os três |
O último item parece brincadeira, mas não é. Boa parte dos problemas que encontramos em auditorias aparece em cinco minutos de uso real no celular: botão coberto pelo aviso de cookies, menu que não fecha, formulário que abre o teclado errado.
Bloco 1: velocidade e desempenho
Velocidade vem primeiro porque afeta tudo: quem desiste antes de a página abrir não lê o seu texto nem vê a sua oferta. O Google mede a experiência de carregamento com as Core Web Vitals, três métricas colhidas de usuários reais do Chrome:
- LCP (Largest Contentful Paint): tempo até o maior elemento visível da tela aparecer. Bom até 2,5 segundos.
- INP (Interaction to Next Paint): quanto a página demora para responder a um toque ou clique. Bom até 200 milissegundos.
- CLS (Cumulative Layout Shift): quanto o conteúdo “pula” enquanto carrega. Bom até 0,1.
O checklist de velocidade:
- Imagens no tamanho certo. Uma foto de 4.000 pixels de largura exibida num espaço de 800 é desperdício puro. Redimensione e use formatos modernos, como WebP ou AVIF.
- Imagem do topo sem carregamento adiado. O carregamento adiado (lazy loading) é ótimo para imagens do meio para baixo, mas atrasa a imagem principal, que costuma ser justamente o elemento medido pelo LCP.
- Largura e altura informadas em imagens, vídeos e banners. Sem isso o navegador não reserva o espaço, e o texto pula quando a imagem chega.
- Hospedagem à altura do site. Se o servidor demora para começar a responder, nenhuma otimização de imagem compensa. Hospedagem compartilhada muito barata é causa frequente de lentidão.
- Cache ativo. O cache de página guarda uma cópia pronta e evita montar a mesma página do zero a cada visita. No WordPress, um bom plugin de cache resolve boa parte disso.
- CDN para os arquivos estáticos. CDN é uma rede de distribuição de conteúdo: cópias de imagens, folhas de estilo e scripts em servidores espalhados, mais perto de quem acessa.
- Poucos plugins e scripts de terceiros. Chat, pixel, mapa de calor, widget de avaliações: cada um adiciona código que disputa o processador do celular. Mantenha só o que alguém realmente usa.
- Fontes sob controle. Duas famílias e poucos pesos bastam para quase todo site. Carregue só as variações que aparecem na página.
Teste sempre na versão para celular. A nota do computador costuma ser bem maior e dá a falsa sensação de que está tudo bem.
Bloco 2: SEO técnico e on page
SEO é o trabalho para aparecer nas buscas orgânicas, as que não são anúncio. Se quiser a visão completa do assunto, comece pelo nosso guia sobre o que é SEO. Aqui ficamos no que se verifica e corrige no próprio site.
SEO técnico: o Google consegue ler o site?
- Páginas importantes indexadas. No Search Console, o relatório de indexação de páginas mostra o que está no índice do Google e o motivo de cada página que ficou de fora.
- robots.txt sem bloqueios indevidos. É comum um site sair do ambiente de testes com o rastreamento bloqueado. Lembre que o robots.txt bloqueia o rastreamento, mas não tira uma página do índice. Para isso existe a tag noindex.
- Sitemap XML enviado. É a lista das URLs que você quer no Google, enviada pelo Search Console.
- Uma só versão do endereço. Com http ou https, com ou sem www: todas as variações devem levar ao mesmo endereço, com redirecionamento 301 (o código de mudança permanente).
- Canonical coerente. A tag canonical indica qual é a versão principal entre páginas muito parecidas. É uma sugestão, não uma ordem: o Google pode escolher outra versão se os sinais do site forem contraditórios.
- Sem links internos quebrados. Links que levam a páginas de erro 404 desperdiçam o rastreamento e frustram o visitante.
- Site pronto para celular. O Google usa a versão para celular do site para indexar e classificar as páginas, e isso vale para todos os sites (é a indexação mobile-first). Conteúdo que só existe na versão de computador pode não ser levado em conta.
- HTTPS em todas as páginas. Além de proteger os dados do visitante, evita que o navegador mostre o aviso de site não seguro.
SEO on page: cada página diz claramente do que trata?
- Um assunto principal por página. Duas páginas disputando o mesmo termo se atrapalham.
- Título da página único e descritivo, com o termo principal no começo. É o texto em destaque que aparece no resultado da busca.
- Meta description que convida ao clique. Ela não é fator de ranking direto, e o Google reescreve a descrição com frequência, mas um bom texto ajuda a pessoa a escolher o seu resultado entre os outros.
- Um H1 por página e subtítulos que organizam o texto de verdade, não só para enfeitar.
- URLs curtas e legíveis, como /buque-de-rosas/ em vez de /produto?id=8231.
- Texto alternativo nas imagens, descrevendo o que aparece nelas.
- Links internos entre páginas relacionadas, com um texto que diz para onde o link leva.
- Conteúdo que responde à pergunta de quem buscou logo no começo, com detalhes que um concorrente genérico não tem: preço, prazo, região atendida, exemplos.
Bloco 3: conversão
Conversão é a ação que você quer do visitante: comprar, preencher um formulário, chamar no WhatsApp, ligar. A taxa de conversão é a porcentagem de visitas que fazem essa ação. É o bloco mais esquecido e o que mais mexe no resultado de quem já investe em anúncios: se a taxa de conversão dobra, você tem o dobro de contatos com o mesmo número de cliques pagos.
Chamada para ação
- Um botão principal por página, com verbo claro: “Pedir orçamento”, “Comprar”, “Agendar avaliação”.
- Visível sem rolar no celular e repetido ao longo das páginas mais longas.
- Cor com contraste suficiente para ser reconhecido como botão.
Formulário
- Peça só o necessário. Nome, telefone e uma pergunta resolvem a maioria dos pedidos de orçamento; CPF e endereço podem vir depois.
- Teclado certo no celular: o campo de telefone abre o teclado numérico e o de e-mail mostra o @.
- Mensagem de confirmação clara, com o prazo de retorno (“respondemos em até 1 dia útil”).
- Teste o envio de verdade uma vez por mês. Formulário que para de funcionar em silêncio é mais comum do que parece.
- Botão que abre a conversa direto com o número da empresa, com uma mensagem inicial que indica de qual página a pessoa veio.
- Botão flutuante que não cubra o botão de compra nem o texto no celular.
- Alguém para responder rápido no horário comercial. O clique só vira venda se a conversa começar.
- Cliques no botão medidos como conversão no Analytics e, se você anuncia, no Google Ads.
Confiança
- CNPJ, endereço e telefone visíveis no rodapé.
- Depoimentos e avaliações reais, com nome.
- Política de troca, prazo de entrega e formas de pagamento claras antes do carrinho.
- Fotos reais da equipe, da loja ou dos produtos no lugar de imagens genéricas de banco.
Em que ordem atacar
Com a lista na mão, a tentação é começar pelo que é mais fácil. A ordem que usamos é outra: primeiro o que impede o resultado, depois o que melhora.
- O que está quebrado: páginas importantes fora do índice, formulário que não envia, WhatsApp com número errado, produto com erro. Cada dia assim é venda perdida.
- O que afasta no celular: página que demora a abrir, texto que pula, botão escondido atrás de uma janela que se abre sobre o conteúdo.
- O que confunde o Google: títulos duplicados, várias versões do mesmo endereço, canonical apontando para a página errada.
- O que convence: oferta clara, prova de que outras pessoas compraram, formulário mais curto.
- O que refina: testes de título, de texto do botão, de ordem das seções. Só fazem sentido quando há visitas suficientes para comparar.
Para saber se cada etapa funcionou, acompanhe um indicador por bloco:
| Bloco | Indicador | Onde ver |
|---|---|---|
| Velocidade | Situação de LCP, INP e CLS no celular | Search Console e PageSpeed Insights |
| SEO | Cliques e impressões orgânicas das páginas trabalhadas | Search Console, relatório de desempenho |
| Conversão | Contatos ou vendas divididos pelas visitas | Google Analytics 4 |
Um exemplo prático
No case da Bruna Flores, uma floricultura com décadas de mercado no Rio, a loja foi refeita do zero com os três blocos em mente. Um dos ajustes mais simples teve muito efeito: o menu tinha 24 links soltos e virou 6 grupos de categorias. Um menu desse tamanho obriga o visitante a ler tudo para achar o que procura; em grupos, ele vai direto ao tipo de presente. A loja também passou a aceitar PIX e parcelamento em 3x, e foi construída já integrada ao Google Ads de pesquisa, ao Shopping e ao Merchant Center.
O resultado, somado ao trabalho de mídia: as conversões no Google Ads cresceram 100% comparando os dois anos anteriores com os dois seguintes, com custo por conversão menor. Nenhuma mudança isolada explica esse número. Foi a soma de site mais claro, pagamento mais fácil e anúncios levando para páginas que convertem.
Velocidade traz o visitante até a página, SEO faz o Google mostrar essa página e a conversão transforma a visita em receita. Otimizar só um dos três deixa dinheiro na mesa.
Se o seu site precisa de uma revisão completa, fazemos esse diagnóstico no serviço de otimização SEO e, quando a base não ajuda, construímos um site novo e rápido em desenvolvimento de sites. Se preferir, conte o seu caso pelo contato.


