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Sitemap XML: o que é, como criar e enviar para o Google

O sitemap é a lista de páginas que você quer no Google. Veja como gerar o seu no WordPress ou na loja virtual, o que deixar de fora e como enviar e acompanhar no Search Console.

Sitemap XML: o que é, como criar e enviar para o Google

O sitemap XML é um arquivo que lista os endereços das páginas que você quer que o Google encontre e indexe, com informações como a data da última atualização de cada uma. Ele funciona como um índice do site entregue diretamente ao buscador: em vez de depender só dos links para descobrir cada página, o Google recebe a lista pronta.

Quase todo site já tem um sitemap gerado automaticamente, pelo WordPress, por um plugin de SEO ou pela plataforma da loja. O trabalho é conferir se ele lista as páginas certas, enviá-lo no Search Console e acompanhar o relatório. Neste guia mostramos como fazer cada etapa e os erros que encontramos com mais frequência.

Como é um sitemap por dentro

Um sitemap é um arquivo de texto em formato XML, com codificação UTF-8. Cada página aparece em um bloco como este:

  • <url>
  • <loc>https://www.loja.com.br/buques/rosas-vermelhas/</loc>
  • <lastmod>2026-10-01</lastmod>
  • </url>

O que importa em cada campo:

CampoO que éComo o Google usa
locEndereço completo da páginaObrigatório. Use o endereço absoluto, com https, exatamente como a versão principal
lastmodData da última mudança relevanteUsado quando é coerente e confere com a página. Se todas as URLs mostram a data de hoje, o Google passa a desconfiar
priorityPrioridade de 0 a 1Ignorado pelo Google
changefreqFrequência de mudança (diária, semanal)Ignorado pelo Google

Sites maiores costumam ter um sitemap de índice: um arquivo que não lista páginas, e sim outros sitemaps (um de posts, um de páginas, um de produtos, um de categorias). Você envia só o índice e o Google lê o resto. Existem ainda extensões para imagens, vídeos e notícias, úteis para quem depende do Google Imagens, de vídeos ou do Google Notícias.

Quem precisa de sitemap

O Google diz que um sitemap ajuda principalmente três tipos de site:

  • Sites grandes, em que é difícil garantir que toda página receba um link interno.
  • Sites novos, com poucos links de outros sites apontando para eles.
  • Sites com muitos vídeos, imagens ou notícias, que querem passar informações extras sobre esse conteúdo.

Pela mesma documentação, um site pequeno (cerca de 500 páginas ou menos), bem linkado internamente, pode não precisar. Na prática, recomendamos ter sempre: o custo é zero, quase toda plataforma gera sozinha, e o relatório de sitemaps no Search Console vira uma forma rápida de medir quantas das suas páginas importantes estão de fato indexadas.

Vale lembrar que o sitemap é uma sugestão. Ele ajuda o Google a descobrir páginas, mas não garante rastreamento, indexação nem posição.

Como gerar o sitemap no WordPress e nas lojas virtuais

WordPress sem plugin de SEO

Desde a versão 5.5, o WordPress gera um sitemap próprio em /wp-sitemap.xml. Ele inclui posts, páginas, categorias, tags e páginas de autor, com até 2.000 endereços por arquivo, e já aparece no robots.txt virtual do WordPress. Dois cuidados:

  • Se a opção “Evitar que mecanismos de busca indexem este site” estiver marcada em Configurações, Leitura, o sitemap nativo fica desativado.
  • O sitemap nativo não tem tela de configuração. Para tirar tipos de conteúdo, como páginas de autor, é preciso código ou um plugin.

WordPress com Yoast SEO ou Rank Math

Os dois plugins desativam o sitemap nativo e criam o próprio, normalmente em /sitemap_index.xml, com opções no painel para incluir ou excluir tipos de conteúdo e taxonomias. Também deixam de fora, automaticamente, as páginas marcadas como noindex no plugin. Se você usa um deles, é esse endereço que vai para o Search Console. Ter os dois sitemaps no ar ao mesmo tempo, enviando listas diferentes, é um erro que vemos com frequência depois de trocas de plugin.

Plataformas de loja virtual

As principais plataformas, como Shopify, Nuvemshop, VTEX e Tray, geram o sitemap automaticamente. O endereço costuma ser /sitemap.xml, mas confirme na central de ajuda da sua plataforma. No WooCommerce, quem gera é o próprio WordPress ou o plugin de SEO. O ponto de atenção nas lojas é o que entra na lista: produtos sem estoque há meses, variações com endereço próprio e páginas de filtro.

O que incluir e o que deixar de fora

A regra é simples: o sitemap deve listar só páginas que você quer ver no Google, que respondem com sucesso (código 200) e que são a versão principal (canônica) de si mesmas.

IncluirDeixar de fora
Página inicial, páginas de serviço e institucionais relevantesPáginas com noindex
Categorias e subcategorias com produtosEndereços que redirecionam (301 ou 302)
Produtos ativosPáginas que dão erro 404 ou 5xx
Artigos do blogVersões duplicadas, com parâmetros ou com canonical apontando para outra URL
Páginas de local, se houver unidadesCarrinho, checkout, minha conta, busca interna, páginas de agradecimento
Imagens e vídeos importantes, se usar as extensõesPáginas de tag com um único post, arquivos de autor em sites de um autor só

Um sitemap limpo tem uma vantagem extra: quando o Search Console mostra que uma página do sitemap não foi indexada, você sabe que aquilo é um problema real, e não um endereço que nunca deveria estar ali.

Limites e sites grandes

Cada arquivo de sitemap pode ter até 50 mil URLs ou 50 MB sem compressão, o que for atingido primeiro. Passou disso, divida em vários arquivos e reúna-os em um sitemap de índice. O arquivo pode ser enviado compactado em gzip para economizar transferência, mas o limite de 50 MB vale para o tamanho descompactado.

Exemplo: uma loja com 120 mil produtos, 900 categorias e 400 artigos. Uma organização que funciona bem é:

  1. Três sitemaps de produtos, com até 40 mil endereços cada (deixar folga facilita o crescimento).
  2. Um sitemap de categorias.
  3. Um sitemap do blog.
  4. Um sitemap de páginas institucionais.
  5. Um sitemap de índice listando os seis arquivos, que é o único enviado ao Search Console.

Separar por tipo tem um benefício de diagnóstico: no Search Console, você vê a taxa de indexação de produtos separada da de categorias. Se 95% das categorias estão no índice e só 40% dos produtos, você já sabe onde procurar o problema.

Como enviar o sitemap ao Google

Há duas formas, e vale usar as duas.

  1. No Search Console: abra o relatório de sitemaps, cole o endereço no campo “Adicionar um novo sitemap” e clique em Enviar. Antes, abra o endereço no navegador para confirmar que ele carrega. Você precisa ser proprietário da propriedade.
  2. No robots.txt: acrescente uma linha com o endereço completo, como Sitemap: https://www.seusite.com.br/sitemap_index.xml. Assim qualquer buscador encontra o arquivo. Explicamos a sintaxe no artigo sobre robots.txt.

Não é preciso reenviar o sitemap a cada página nova. O Google volta a ler o arquivo periodicamente. O antigo endereço de “ping”, usado para avisar o Google de mudanças, não serve mais: o Google anunciou o fim dele em 2023. Se o seu site ainda não está no Search Console, comece pelo nosso guia do Google Search Console.

Como ler o relatório de sitemaps

Depois do envio, o relatório mostra uma linha por sitemap com o tipo, a data de envio, a última leitura, o status e o número de páginas encontradas. Os status possíveis são:

  • Processado: o Google leu o arquivo sem erros.
  • Contém erros: o arquivo foi lido, mas há problemas em parte dele. As URLs válidas continuam sendo consideradas.
  • Não foi possível buscar o sitemap: o Google não conseguiu acessar o arquivo. Causas comuns: endereço digitado errado, bloqueio no robots.txt, firewall barrando o Googlebot ou erro de servidor.

O número de “Páginas encontradas” mostra quantos endereços o Google leu no arquivo, não quantos estão indexados. Para isso, clique no sitemap e use o link “Ver a cobertura do índice”, que abre o relatório de indexação de páginas filtrado só por aquele arquivo. É a comparação mais útil do Search Console: das páginas que você disse que importam, quantas o Google aceitou?

Um detalhe: remover um sitemap do relatório não faz o Google esquecer as URLs que estavam nele. Para impedir rastreamento ou indexação, use robots.txt, noindex ou remova as páginas.

Os erros que mais encontramos

  • Sitemap cheio de redirecionamentos depois de uma troca de plataforma ou de estrutura de URLs.
  • Endereços com http ou sem www quando o site oficial é https com www, ou o contrário.
  • URLs do ambiente de testes, como homologacao.seusite.com.br, esquecidas no arquivo.
  • Sitemap preso em cache por plugin ou CDN, mostrando uma lista de semanas atrás.
  • Lastmod igual em todas as páginas, gerado na hora em que o arquivo é montado, e não na data real da mudança.
  • Páginas removidas que continuam na lista, gerando 404. Veja como tratar no artigo sobre erro 404.

Conferir o sitemap é um dos itens do nosso checklist de SEO técnico, e costuma revelar problemas maiores, como páginas importantes esquecidas ou duplicações. Se você quer que a gente revise o seu sitemap junto com toda a base técnica do site, isso faz parte do trabalho de otimização SEO da M2U.

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