Backlinks e link building: como conseguir links que ajudam no SEO
Backlink é um link de outro site para o seu, e para o Google ele funciona como uma recomendação. Veja como separar link bom de link ruim e como conseguir os que fazem diferença.

Backlink é um link de outro site apontando para o seu. Para o Google, cada link é um sinal de que alguém achou o seu conteúdo útil o bastante para indicar. Link building é o trabalho de conseguir esses links de forma planejada.
O ponto que mais confunde é que link não se mede em quantidade. Um link de um portal respeitado do seu setor vale mais que centenas de links de sites que ninguém visita, e links comprados ou artificiais podem prejudicar o site. Neste guia mostramos como avaliar um link, quais táticas funcionam sem risco e como acompanhar os resultados.
Por que backlinks ainda importam
O Google usa os links para duas coisas: descobrir páginas novas e entender quais páginas são referência num assunto. É por isso que, entre dois artigos parecidos, costuma ficar à frente o que é citado por outros sites confiáveis.
Isso não quer dizer que link resolve tudo. Uma página lenta, mal estruturada ou que não responde à busca não sobe só com links. A ordem certa é: conteúdo que mereça ser citado, site tecnicamente saudável (veja o nosso checklist de SEO técnico) e, então, um trabalho consistente para que outras pessoas conheçam e citem esse conteúdo.
Qualidade x quantidade: como avaliar um link
Antes de correr atrás de qualquer link, faça estas perguntas sobre o site de origem:
| Pergunta | Link bom | Link fraco ou arriscado |
|---|---|---|
| O site é do mesmo assunto ou região? | Portal do seu setor, associação, jornal do bairro | Site genérico que fala de tudo |
| Pessoas reais visitam o site? | Tem tráfego, comentários, redes ativas | Só existe para publicar artigos com links |
| O link está num contexto útil? | No meio de um texto que cita a sua empresa por um motivo | Em lista de dezenas de links no rodapé |
| Alguém clicaria nele? | Sim, porque leva a algo que completa o texto | Não, está ali só para o Google |
| Como o link foi conseguido? | Por mérito, parceria real ou cobertura jornalística | Pago, trocado ou gerado por programa |
O teste mais simples é o último: se o Google não existisse, você ainda ia querer esse link? Se a resposta é sim, porque ele traz visitas, clientes ou reputação, é um bom link.
O texto âncora
Texto âncora é a parte clicável do link. Ele ajuda o Google a entender do que trata a página de destino. Links naturais têm âncoras variadas: o nome da empresa, o endereço do site, “neste guia”, o nome do produto. Um perfil em que quase todos os links usam a mesma palavra-chave exata, como “floricultura no Rio de Janeiro”, parece fabricado.
Follow, nofollow, sponsored e ugc
Quem publica um link pode marcar a relação com o atributo rel. O Google recomenda estes valores:
| Atributo | Quando usar | Efeito |
|---|---|---|
| Sem atributo (chamado de “follow”) | Link editorial, recomendação normal | Pode transmitir relevância para a página de destino |
| rel=”sponsored” | Link pago, publieditorial, patrocínio, afiliado | Indica ao Google que é publicidade |
| rel=”ugc” | Conteúdo gerado por usuários, como comentários e fóruns | Indica que o link não foi colocado pelo dono do site |
| rel=”nofollow” | Quando nenhum dos outros se aplica e você não quer associar o site ao link | Em geral o link não é seguido |
Dois pontos práticos. Primeiro, links nofollow, sponsored e ugc não são inúteis: trazem visitas e tornam a marca conhecida, e o Google trata esses atributos como indicação, não como regra absoluta. Segundo, se você pagar por um post patrocinado, o certo é o link ter rel=”sponsored”. A documentação do Google sobre como qualificar links externos detalha cada caso.
Táticas de link building que funcionam
Nenhuma destas táticas é rápida. Todas são seguras e geram links que continuam valendo por anos.
1. Conteúdo de referência
As pessoas linkam para o que é útil citar: um guia completo, uma tabela comparativa, uma calculadora, um levantamento com números próprios. Antes de escrever, pergunte: “um jornalista ou um blogueiro do meu setor teria motivo para citar esta página?”.
Exemplo: uma loja de material de construção que publica uma tabela de quantos sacos de cimento são necessários por metro quadrado, por tipo de obra, tem um conteúdo que arquitetos, blogs de reforma e fóruns citam sem que ninguém peça.
2. Assessoria de imprensa digital
Jornais, portais e blogs precisam de fontes. Um especialista disponível, com dados e opinião clara, vira fonte recorrente. Na prática:
- Liste de 20 a 30 veículos e colunistas que cobrem o seu setor ou a sua cidade.
- Prepare dois ou três temas em que a sua empresa tem algo novo a dizer: um dado do próprio negócio, uma tendência que você vê no balcão, um alerta para o consumidor.
- Envie uma sugestão de pauta curta, com o dado no primeiro parágrafo e o contato do porta-voz.
- Responda rápido quando um jornalista procurar. Prazo de pauta é de horas, não de dias.
Nem toda matéria vai ter link. Mesmo assim, a menção da marca num veículo conhecido ajuda a reputação e, muitas vezes, o link vem quando você pede educadamente depois da publicação.
3. Parcerias reais
Fornecedores, distribuidores, clientes empresariais e parceiros de serviço costumam ter páginas de “onde comprar”, “parceiros” ou “cases”. Uma floricultura que atende cerimonialistas, um buffet que trabalha com casas de festa, uma software house que integra com um ERP: todos têm relações que podem virar links legítimos, porque existem fora do Google.
4. Citações locais
Para quem atende uma região, aparecer em diretórios e entidades locais confiáveis ajuda tanto no link quanto no ranking do mapa: associação comercial, sindicato do setor, câmara de comércio, guias do bairro, portais da prefeitura sobre empresas locais. Mantenha nome, endereço e telefone iguais aos do Perfil da Empresa no Google.
5. Menções sem link
Procure o nome da sua marca no Google entre aspas. Muitas vezes um site já falou da empresa e não colocou link. Um e-mail curto agradecendo a menção e sugerindo o link para a página certa tem boa taxa de sucesso, porque o autor já gosta de você.
6. Links quebrados que apontam para você
Se você mudou URLs sem redirecionar, links que outros sites fizeram para você podem estar levando a uma página de erro. Encontre essas páginas no relatório de links do Search Console ou numa ferramenta de SEO e corrija com redirecionamento 301. É link que você já conquistou e estava perdendo. Veja como achar essas páginas no guia sobre erro 404.
O que evitar: compra de links e PBN
As políticas de spam do Google tratam como manipulação qualquer link feito principalmente para mexer no ranking. Os casos mais comuns no Brasil:
- Compra de links. Pagar por um artigo com link que transmite relevância, sem marcar como patrocinado. Inclui trocar produto grátis por link.
- PBN (rede privada de blogs). Vários sites controlados pela mesma pessoa, muitas vezes montados em domínios expirados, só para linkar para os sites dos clientes.
- Troca excessiva de links. “Eu linko você, você me linka”, em escala, ou páginas de parceiros que existem só para isso.
- Artigos convidados em massa com texto âncora otimizado, publicados em sites que aceitam qualquer coisa.
- Diretórios e sites de favoritos de baixa qualidade, e programas que criam links automaticamente.
- Links escondidos em rodapés, temas e widgets distribuídos para vários sites.
O risco não é só uma ação manual, aviso que o Google envia no Search Console quando pune um site. Mais comum é o Google simplesmente ignorar esses links. Você paga, espera meses e nada acontece.
Se um fornecedor promete “100 backlinks por R$ 500”, ele está vendendo exatamente o tipo de link que o Google aprendeu a descartar.
E a ferramenta de rejeição de links?
O Search Console tem uma ferramenta para pedir ao Google que desconsidere links. O próprio Google diz que a maioria dos sites não precisa dela. Ela é indicada só quando há muitos links artificiais que causaram, ou provavelmente vão causar, uma ação manual. Usar sem necessidade pode descartar links que estavam ajudando.
Como acompanhar os seus backlinks
- Relatório de links do Search Console. Mostra as principais páginas do seu site que recebem links, os principais sites que linkam para você e os textos âncora mais usados. É gratuito e vem do próprio Google. Se ainda não configurou, veja o nosso guia do Search Console.
- Ferramentas de SEO. Semrush, Ahrefs e Moz mostram links novos e perdidos e os dos concorrentes. Os números variam entre elas, porque cada uma rastreia a web do seu jeito.
- Planilha de contatos. Registre cada veículo, parceiro e pedido de link, com data e resultado. Em seis meses você descobre quais táticas funcionam para o seu setor.
- Resultado de negócio. Acompanhe as visitas que os links trazem e a evolução das páginas linkadas nas buscas que importam.
Uma regra para manter o foco: conte domínios de referência (quantos sites diferentes linkam para você), não o total de links. Um site que linka 300 vezes no rodapé é um domínio só.
Por onde começar na sua empresa
Um plano de 90 dias para quem nunca fez link building:
- Semana 1 e 2: levante os links que você já tem e os dos três principais concorrentes. Anote os sites que linkam para eles e não para você.
- Semana 3 e 4: corrija páginas com links quebrados e peça links das menções sem link.
- Mês 2: feche as parcerias óbvias (fornecedores, associações, clientes empresariais) e cadastre a empresa em diretórios locais e setoriais confiáveis.
- Mês 3: publique um conteúdo de referência e comece a sugerir pautas para a imprensa.
Link building é trabalho contínuo, que soma com o conteúdo e o SEO técnico. Na otimização SEO da M2U, ele faz parte do plano desde o diagnóstico, com metas medidas em visitas e clientes, não em quantidade de links. Se quiser entender o que faz sentido para o seu site, converse com a gente.


