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SERP: o que é e como está a página de resultados do Google hoje

SERP é a página de resultados que o Google mostra depois de uma busca. Veja os elementos que aparecem nela hoje, como eles mudam de busca para busca e como ler a SERP antes de escrever ou anunciar.

Homem rolando no celular uma página de resultados com blocos de anúncios, mapa e imagens

SERP é a sigla em inglês para Search Engine Results Page, a página de resultados que o Google mostra depois que alguém faz uma busca. Ela não é mais uma lista de dez links azuis. Hoje a SERP mistura anúncios, produtos com foto e preço, um resumo gerado por inteligência artificial, mapa com empresas locais, perguntas relacionadas, vídeos e, só então, os resultados orgânicos tradicionais.

Isso muda o jogo para quem quer aparecer. A pergunta deixa de ser “em que posição estou?” e passa a ser “o que aparece na tela antes de mim, e qual desses espaços eu consigo ocupar?”. Neste artigo explicamos cada elemento da SERP atual e mostramos o roteiro que usamos para analisar uma página de resultados antes de escrever um conteúdo ou montar uma campanha.

Os elementos da SERP hoje

Nem todos aparecem em toda busca. O Google escolhe os elementos de acordo com o que a pessoa parece querer. Estes são os principais.

Anúncios de pesquisa

São os resultados com o selo “Patrocinado”. Aparecem no topo e, às vezes, no fim da página. Têm o mesmo formato de um resultado comum, com título, endereço e descrição, e podem trazer recursos extras, como links para outras páginas do site, telefone e endereço. Quem anuncia paga por clique, e a ordem é definida num leilão que considera o lance e a qualidade do anúncio. Explicamos esse leilão no nosso guia de Google Ads.

Shopping: produtos com foto e preço

Em buscas de produto, como “tênis de corrida feminino”, o Google mostra blocos com foto, preço e nome da loja. Parte deles é paga (anúncios do Shopping, também marcados como patrocinados) e parte é gratuita (listagens gratuitas de produtos, alimentadas pelo mesmo feed do Merchant Center). Para lojas virtuais, esse é muitas vezes o espaço mais valioso da página. Veja como funciona no nosso artigo sobre o Google Shopping.

Visões gerais criadas por IA

As AI Overviews, como o Google chama em inglês, chegaram ao Brasil em português em agosto de 2024. É um resumo gerado por inteligência artificial que aparece no topo de algumas buscas, com links para as páginas usadas como fonte. Desde setembro de 2025 o Google também oferece o Modo IA em português, uma aba separada para conversar com a busca e fazer perguntas de acompanhamento.

O Google afirma, na sua página sobre recursos de IA e o seu site, que não há requisito técnico extra para aparecer nesses resumos: valem as mesmas boas práticas de SEO. E os cliques vindos deles entram no relatório de desempenho do Search Console, junto com os da busca comum.

Pacote local

Em buscas com intenção local (“pizzaria em Copacabana”, “eletricista perto de mim”), aparece um mapa com algumas empresas em destaque, com nota, horário e botão de rota ou ligação. Esses dados vêm do Perfil da Empresa no Google, e não do seu site. Quem atende numa região precisa cuidar desse perfil, e mostramos como no artigo sobre o Perfil da Empresa no Google.

Snippet em destaque

É um trecho de uma página exibido em destaque no topo dos orgânicos, com mais espaço que um resultado comum. Pode ser um parágrafo, uma lista ou uma tabela. Aparece em perguntas como “quanto tempo dura uma orquídea” e o Google escolhe o trecho sozinho, a partir de páginas que já estão bem posicionadas. Em algumas buscas ele divide o topo da página com a visão geral criada por IA, ou dá lugar a ela.

Pessoas também perguntam

Um bloco de perguntas relacionadas que se abrem com um clique, cada uma com a resposta curta de uma página e o link para ela. Além de ser um espaço a conquistar, é uma das melhores fontes gratuitas de pauta: mostra exatamente as dúvidas próximas que as pessoas têm.

Vídeos, imagens e outros blocos

Buscas do tipo “como fazer” costumam trazer vídeos, quase sempre do YouTube, às vezes com marcação do trecho exato que responde. Buscas visuais (“decoração de festa infantil”) trazem imagens. Também podem surgir notícias, painel de conhecimento sobre uma marca ou pessoa, pesquisas relacionadas no fim da página e resultados de fóruns e discussões.

Resultados orgânicos

São os resultados gratuitos tradicionais: título, endereço e descrição. Alguns ganham sitelinks (links para páginas internas do mesmo site), estrelas de avaliação, preço ou miniatura de imagem, conforme o tipo de página e os dados estruturados. É o espaço que o SEO disputa diretamente.

A SERP muda conforme a busca

O formato da página é uma pista direta do que o Google entendeu sobre a intenção. Veja como costuma ficar em tipos diferentes de busca:

Tipo de buscaExemploElementos que costumam aparecer
Produto“cafeteira italiana inox”Anúncios do Shopping, listagens de produtos, lojas nos orgânicos
Serviço local“dentista em Botafogo”Anúncios de pesquisa, pacote local com mapa, sites de clínicas
Pergunta“como tirar mancha de café do sofá”Visão geral criada por IA, vídeos, Pessoas também perguntam, artigos
Comparação“iPhone ou Samsung”Visão geral criada por IA, artigos comparativos, vídeos, fóruns
Marca“mam rio”Site oficial com sitelinks, painel de conhecimento, notícias

O mesmo termo também muda com o tempo, o lugar e o aparelho. A SERP de “presente dia das mães” em abril é diferente da de outubro. A de “pizzaria” no centro do Rio é diferente da de Niterói. E no celular cabe bem menos coisa na primeira tela do que no computador.

Como analisar a SERP antes de escrever

Antes de criar qualquer página para SEO, abrimos a busca e respondemos a estas perguntas. Leva quinze minutos e evita meses de esforço na direção errada. Use uma janela anônima e, se possível, confira também no celular.

  1. Qual é a intenção dominante? Se a primeira página só tem lojas, o Google entendeu que a pessoa quer comprar. Se só tem guias, ela quer aprender. Seu conteúdo precisa ser do mesmo tipo.
  2. Que formato está ganhando? Lista, passo a passo, comparativo, página de categoria, vídeo, calculadora? Repare no formato dos três primeiros resultados.
  3. Quem está na frente? Grandes portais, marcas nacionais, sites pequenos parecidos com o seu? Se há sites do seu porte, a busca é disputável.
  4. O que fica acima dos orgânicos? Conte quantos anúncios, blocos de Shopping, mapa e resumo de IA aparecem antes do primeiro link gratuito. Quanto mais coisa, menos cliques sobram para os orgânicos.
  5. O que as respostas têm em comum? Os tópicos que todos os primeiros resultados cobrem são o mínimo esperado. Anote.
  6. O que está faltando? Um exemplo com números, uma tabela, um dado atualizado, a visão de quem trabalha com aquilo. É aí que a sua página pode ser melhor.
  7. Que perguntas aparecem em “Pessoas também perguntam”? Muitas viram subtítulos do seu conteúdo.

Essa análise complementa a escolha das palavras. Se você ainda está montando a sua lista de termos, veja antes o nosso guia sobre como escolher palavras-chave.

Como a SERP muda a estratégia

Nem toda busca vale o mesmo esforço de SEO

Se a primeira tela de uma busca é ocupada por anúncios, Shopping e um mapa, o primeiro resultado orgânico pode ficar abaixo da dobra no celular. Ainda pode valer a pena, mas talvez o mais eficiente para aquele termo seja combinar SEO com anúncio ou cuidar do Perfil da Empresa.

Ocupar mais de um espaço

Uma floricultura pode aparecer na mesma busca no anúncio de pesquisa, no Shopping, no pacote local e no orgânico. Cada espaço exige um trabalho diferente (campanha, feed, perfil local, site), mas juntos multiplicam as chances de clique. Por isso tratamos SEO e mídia paga como partes do mesmo plano.

Escrever para ser fonte, não só para ser clicado

Em buscas de pergunta, parte das pessoas lê a resposta da IA e não clica em nada. Ser citado como fonte nesse resumo ainda dá visibilidade à marca. Conteúdo com respostas diretas no início das seções, dados próprios e autoria clara tem mais chance de ser usado. Na outra ponta, buscas de compra e de serviço local continuam gerando muitos cliques, e é nelas que costuma estar o faturamento.

Medir com a SERP em mente

Se o número de impressões de uma página sobe e os cliques ficam parados, a causa pode não estar no seu site: talvez um novo bloco tenha aparecido acima dos orgânicos. No Search Console, compare a taxa de cliques da página antes e depois e confira manualmente como a SERP está naquele momento.

Resumo

  • SERP é a página de resultados do Google, e o formato dela muda a cada tipo de busca.
  • Anúncios, Shopping, resumos de IA, mapa local, snippets, perguntas e vídeos disputam a atenção antes dos orgânicos.
  • Ler a SERP antes de escrever mostra a intenção, o formato vencedor e o que falta nos concorrentes.
  • A estratégia que mais rende combina vários espaços da mesma página: orgânico, pago e local.

Se você quer saber quais espaços da SERP o seu negócio pode ocupar e por onde começar, fazemos essa análise no início de todo projeto de otimização SEO.

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